O que nos dizem as manifestações?

Democracia participativa é o que queremos desde muito. O como fazer prenunciado pela Agenda 21 agora tem recursos tecnológicos que muito contribuem, mas não são o suficiente, é claro. Sustentabilidade se tornou uma palavra gasta, mas nem por isso perdeu sua relevância.
A tão falada mudança de paradigma está em curso e estamos todos imersos nela, ainda sem saber aonde vai dar a imensa energia represada que se derrama pelas ruas do país exigindo as mudanças que vinham sendo pedidas com educação e abaixo-assinados e não receberam escuta nem respeito.
O que queremos é influir mais diretamente nas políticas públicas. Que estas levem em consideração um horizonte mais largo que os quatro anos de mandato de quem as elabora pensando em como se reeleger. Que o respeito a todas as formas de vida seja um princípio em sua elaboração. Que respeitem os direitos das minorias e das nem tão minorias, como mulheres e negros, que não têm suas diferenças respeitadas. Isso no mínimo, para não repetir o que está sendo dito exaustivamente nas ruas e muros.
Qual momento poderia ser melhor para os envolvidos nos movimentos de Agenda 21 Local e similares colocarem sua experiências em prática?
No entanto, é preciso superar velhos vícios repetidos em tantos fóruns e reuniões. Se o que se propõe é criar algo novo, por que usar os métodos e formatos antigos?
Já existem novas ferramentas para escutar mais e mais pessoas, mas o mundo virtual não supera o real. Podemos todos postar ideias e discutir pelo Facebook, mas nunca será a mesma coisa que um bom debate cara a cara.
Pediram que o movimento esclarecesse sua pauta e grupos e assembleias se formaram, mas pouco foram adiante ou repercutiram. Como envolver mais as pessoas dando a todas a chance de serem escutadas? Como traduzir o que for consensado ( e será o consenso o melhor método de decisão?) em mudanças reais no mundo?
Terá alguma relevância a nossa experiência?
E o que aprendemos com o que acontece pode ser trazido para nossa prática?

Sobre a autora

foto de Patricia Kranz

Patricia Kranz é consultora em gestão de projetos participativos voltados para o desenvolvimento sustentável. Com foco em estratégias de comunicação e mobilização, cria e desenvolve metodologias, dinâmicas e conteúdo de apoio a ações nas áreas ambiental e social.


Uma ideia sobre “O que nos dizem as manifestações?

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